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Alpha Trauma (Novel) - Capítulo 02.3

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Alpha Trauma, Capítulo 02 ❀ O Fim do Inverno, Parte 03

Felizmente, Wooyeon conseguiu evitar a resposta. Foi porque o professor entrou na sala de aula logo depois. Assim que chegou, o professor chamou a e presença entusiasticamente iniciou a orientação com uma apresentação em Powerpoint. Wooyeon, pela primeira vez na vida, desejou fervorosamente que a aula não acabasse.

— Tudo bem, vamos terminar por hoje. — Disse o professor.

No momento em que o professor falou, Wooyeon fechou seu caderno e se declarou. Ele tinha que sair daquela sala o mais rápido possível. Mas antes disso, uma longa sombra bloqueou o lado de Wooyeon.

—…

Wooyeon alternava entre a cadeira vazia e a pessoa ao lado dele. Ele definitivamente tinha pendurado sua bolsa nas costas da cadeira, mas agora ela estava nas mãos de Dohyun.

Dohyun colocou a mochila na mesa e aqueceu calorosamente.

— Pegue suas coisas, vamos almoçar.

A mão que segurava o caderno tremeu. Wooyeon declarou a cabeça para recusa, mas Dohyun até pegou o caderno da mão de Wooyeon.

— A aula terminou cedo, então temos uma hora livre.

Uma hora? O intervalo de tempo era longo o suficiente para uma refeição gourmet antes da próxima palestra. Não era só para mostrar quando ele reclamava do seu cronograma bagunçado.

— Vou comprar algo delicioso para você.

Dohyun enviou gentilmente. Era um sorriso fingido recém-inventado. Wooyeon falou com firmeza, segurando uma bolsa que havia se tornado refém.

— Não estou pensando em vir.

— Ainda assim, coma.

—…

A primeira desculpa foi implacavelmente pisoteada. Seguida pela acusação: — É por isso que você é magro. — Pela primeira vez, Wooyeon ouviu alguém dizer que ele era magro, e isso lhe deu arrepios na espinha.

— Eu realmente não sinto fome.

— Estou com fome.

— Ainda não é hora do almoço.

— Você não tomou café da manhã.

— Eu estava esperando um amigo.

— Kwon Seongyu tem um período livre hoje, certo?

— … Como você sabe disso?

Dessa vez foi Dohyun quem ficou surpreso. Dohyun parou de falar e piscou os olhos.

— Sério? Um período livre? Eu apenas joguei casualmente.

Wooyeon, sem palavras, afrouxou a alça da bolsa com um suspiro suave. Um sorriso triunfante cruzou o rosto de Dohyun como se ele fosse o vencedor. Só então Wooyeon agarrou sua bolsa e suavizou sua voz.

— Você vem?

↫─⚝─↬

O quarto, trancado com uma chave, estava cheio do frio de inverno. Tremendo, Wooyeon abriu sua jaqueta acolchoada, e Dohyun, soltando seu refém, ligou o aquecedor. O aquecedor, ligado às pressas, emite uma brisa levemente fria.

— Sente-se e fique à vontade.

Havia dois sofás e uma cama improvisada. Wooyeon sentou-se no sofá perto da entrada. Dohyun, olhando para ele, tirou seu casaco e entregou a ele.
— Leve um tempo para o ar gelado sair. Se estiver muito frio, cubra-se.

Antes que Wooyeon pudesse expressar sua gratidão, Dohyun foi até o canto onde estava o armário expressando. Como Dohyun havia ajudado Wooyeon tirando sua roupa exterior, o próprio Dohyun estava vestido com uma malha fina.

“É por isso que eu gosto dele.”

Talvez Dohyun tivesse tirado o casaco para qualquer um que estivesse com frio. Pelo menos era isso que Wooyeon sabia. Se ele fosse o Wooyeon aos dezasseis anos, ele poderia ter se sentido animado, mas agora ele não abrigava tais equívocos.

— … Você não parece se importar com o frio.

Wooyeon não pretendia fazer um comentário refinado. Dohyun, olhando para ele, abriu o armário com indiferença. Felizmente, ele não pareceu ofendido.

— Eu me sinto tão aquecido quanto todo o mundo.

Wooyeon se cobriu com o casaco dele enquanto acariciava levemente sua orelha. O casaco era espaçoso e tinha um leve cheiro de feromônios. Era mais confortável do que pesado e mais seco do que pegajoso. A elegância, doce e sutil, era até atraente para Wooyeon, que não gostava de alfas.

“Ele deve ser popular.”

Comumente, alfas e ômegas determinam sua primeira impressão por meio de feromônios. Talvez até mesmo um alfa como Dohyun sentiria os feromônios primeiro ao encontrar um ômega. Se seus feromônios se assemelhassem aos de Dohyun, sua popularidade teria sido disparada para o céu.

Sentindo desconforto com tais pensamentos, Wooyeon estreitau os olhos. Uma sensação vaga e ambígua, como se pudesse ser apreendida, falada ou sentida, surgiu estranhamente. Mas esse pensamento foi apagado quando Dohyun enviou-se em frente a ele e fez uma pergunta:
— Quando exatamente é sua próxima aula?

Ele estava segurando uma caneta e um pedaço de papel. Wooyeon, olhando para o papel que dizia “Inscrição no clube”, respondeu casualmente:
— Às cinco horas.

Baque, o movimento parou. Dohyun, franzindo a sobrancelha esquerda, inclinou a cabeça silenciosamente. Pontos de interrogação preencheram suas pupilas escuras.

— Certamente são cinco da tarde?

— Não, são cinco da manhã, eu lhe asseguro.

– Huh.

Wooyeon, já acostumado com tais reações, pegou seu celular e mostrou sua agenda. Dohyun, examinando cuidadosamente a tela, disse com uma voz confusa:
— O que diabos você fez para acabar com esse cronograma?

O que ele fez, de fato? Ele não pregou o olho a noite toda, se virou e se revirou, perdeu o timing e até clicou nas opções erradas. A causa foi o encontro com Kim Dohyun por acaso.

— Ainda há tempo para mudanças de cronograma, então imploro aos professores. Eles provavelmente não gostariam que os calorias abandonassem.

— Bem, o assistente de ensino adquirido o horário, mas provavelmente todos estão muito ocupados no começo do semestre, então não estão em seus escritórios.

— Você tem que ir até eles chegarem. Envie um e-mail ou continue aguardando na frente dos escritórios deles. Ou, a menos que você assista a todas as palestras sem truques?

—…

— Há.

Dohyun tocou sua testa com a mão. Wooyeon respondeu despreocupadamente ao comentário sobre não saber se ele era diligente ou tinha uma cabeça ruim.

— Tenho péssima memória.
— … Desculpa, falei errado. Como alguém com memória ruim entrou na nossa escola?

Sério. Essas palavras não soaram bem. Dohyun aceitou com a mão e entregou uma caneta para Wooyeon.

— Use isso. É para entrar no clube.

Wooyeon hesitou, estendendo a mão para fora do casaco. Dohyun riu do gesto hesitante dele, como um esquilo assustado.

— Ainda está frio?

Tardiamente, Wooyeon descobre que o ambiente interno já estava aquecido. O ar ao redor estava quente o suficiente, mesmo depois de remover seu casaco e encher. Se Dohyun sabia que Wooyeon estava se sentindo envergonhado ou não, ele cobriu a boca e reprimiu uma risada.

— Você pode ficar com ele se quiser.

— … Não, obrigado. Meu casaco é quente.

Devido ao calor que subia lá dentro, Wooyeon já havia tirado o casaco. Dohyun, que estava prestes a vestir de volta o que ele dera, parou. Seu olhar vago alternava entre o casaco e Wooyeon.

— O que você disse?

Aconteceu de colocar alguma coisa? Wooyeon pensou, levantando-se de seu assento. Embora tenha sido usado para cobri-lo silenciosamente, o comprimento era tão longo que era totalmente possível. Dohyun, olhando distraidamente para o casaco, murmurou:
— Alguma coisa caiu nele.

— Ah… eu deveria ter sido mais cuidadoo.

Wooyeon estendeu a mão com uma expressão de desculpas. Ele estava pedindo desculpas e se oferecendo para cobrir as despesas de limpeza, mas Dohyun dobrou o casaco e colocou-o ao lado dele. Então ele passou uma caneta para Wooyeon.

— Não se preocupe com isso. Não é grande coisa.

No momento em que seus dedos se tocaram, Wooyeon reflexivamente empurrou a mão de Dohyun para longe. Asssustado, Dohyun parou abruptamente e a caneta caiu e rolou para longe.

— Desculpe… desculpe.

Já era o segundo pedido de desculpas. Wooyeon abriu sua mão recuperada e rapidamente acrescentou uma explicação:
— Não foi intencional.

Os dedos que tocaram Dohyun foram surpreendentemente quentes. Mesmo que ele não estivesse usando nenhum anel, seu rosto ficou mais vermelho do que o esperado. Sua garganta coçava como se feromônios sacerdotes a emergir.

— Desculpe, eu te assustei?

Dohyun trouxe de volta uma caneta que havia rolada para longe, não a entregando diretamente para Wooyeon dessa vez, mas colocando-a na frente dele. Observando isso, Wooyeon posteriormente descobriu a natureza do desconforto que havia sentido antes.

— Está tudo bem, por favor, sente-se.

Os feromônios de Wooyeon não eram perceptíveis.

Nem durante o primeiro encontro, nem sob o casaco. O cheiro distinto dos feromônios, geralmente inconfundível, não foi sentido por Dohyun. Era como se Wooyeon fosse apenas um indivíduo com traços escondidos, parecendo mais um beta do que qualquer outra coisa.

“Porquê?”

Palavras cheias de curiosidade enchiam o ar. Havia muitas perguntas que ele queria fazer, mas achei difícil encarar as consequências depois de fazê-las. Se você perguntar sobre o que aconteceu durante a orientação, seria estranho.

— Basta preencher os espaços em branco. Nome, ID de estudante, especialização e data de nascimento.

Enquanto preenchia os espaços um por um, Wooyeon franziu a testa suavemente. Entrar para um clube aleatório era uma coisa, mas a percepção que teve há pouco tempo era chocante demais. O estranho, no fim das contas, era só ele. Quando comecei a pensar assim?

— Quanto à motivação para se candidatar, escreva três obras clássicas de que você gosta. Da literatura inglesa.

— Tem que ser de Shakespeare?

— …Não?

Se o professor não tivesse entrado na sala antes, ele teria contado o passado sem hesitação. Reconheceu Dohyun à primeira vista, sentiu-se traído pelo fato de ele ser um alfa e fez aquela pergunta com um sentimento de descrição. Se contarem histórias assim, o relacionamento deles seria naturalmente revelado.

— Você não precisa anotar seu e-mail.

No entanto, pensar até aquele ponto o deixou desconfortável. Ser reconhecido por ele, ser chamado de “Yeon-ah” e relembrar a confissão que fez… O que aconteceu com o relacionamento deles então? Ficaria mais distante ou mais próximo?

Wooyeon poderia apostar com confiança de todos os seus pertences que se tornariam mais distantes.

Ele não se preocupou com isso antes? Talvez Dohyun tenha achado assustador que Wooyeon o tivesse seguido até a universidade. Certamente, ele faria uma expressão estranha assim que soubesse que Wooyeon era “Yeon-ah”.

— Hum… Sênior.

— Sim?

— Em que ano você está?

Era mais fácil decorar uma tela em branco do que reviver uma pintura em ruínas. Então, deveria ser bom apenas cumprimentarem-se como veterano e calor, como se estivessem na mesma especialização. Não houve necessidade de desenterrar o passado e descobrir feridas.

— Terceiro ano.

As entradas de Wooyeon desmoronaram naquele momento. Tudo tinha acabado no dia em que se confessou. Dohyun largou a tutoria e, imediatamente depois, mudou seu número de telefone. Seu status de mensageiro mudou para “desconhecido” e o tom de orientação de um número inexistente os transformou em completos estranhos.

— Dê-me quando terminar.

Termos unilaterais são suficientes para um relacionamento. Perguntas como por que mudou o número ou por que não o contatou, agora, não tinham mais sentido. Os sentimentos já estavam selados e Dohyun não era mais seu professor. Ele agora estava disposto a aceitar o estado atual do relacionamento deles.

— Não vamos falar sobre isso.

De certa forma, Dohyun pa recia pensar o mesmo. Assim como ele não revelou seu gênero secundário, Wooyeon também não tinha intenção de falar sobre o passado. Não contaria nenhuma mentira, mas simplesmente manteria a boca fechada para poder dar uma desculpa esfarrapada mesmo se Dohyun perguntasse.

— Você escreve bem.

O sorriso habitual tocou a ponta do seu coração. Quantas vezes o Wooyeon de dezasseis anos foi cativado por esse sorriso? Wooyeon sentiu um humor um tanto melancólico e distraidamente brincou com o lóbulo da orelha com a mão esquerda.

— Tem alguma coisa que você gostaria de comer?

— Não, na verdade não…

O coração batendo irregularmente afirmava constantemente sua presença. Desejou que as palpitações diminuíssem o mais rápido possível, ansiando pelo dia em que os batimentos cardíacos irregulares desaparecessem.

↫─⚝─↬

Eles não puderam almoçar. Não demorou muito para que Garam chegasse. Com o cabelo preso no alto e usando protetores de ouvidos fofos, Garam atendeu Wooyeon com entusiasmo assim que o viu.

— Uau, Wooyeon, o que está apostando?

Mesmo que não aconteçam coisas particularmente próximas, ainda assim seus feromônios alfa flutuaram pelo ar. Ao contrário dos feromônios de Dohyun, o cheiro cítrico de alfa vindo de Garam era o conforto forte para Wooyeon.

— Eu o trouxe. Ele está aqui para pegar o formulário de inscrição do clube.

— Ah, deixa-me ver.

Garam pegou o requisito que Wooyeon havia preenchido e leu cuidadosamente. Com uma expressão intrigada, caiu na gargalhada em uma parte em particular. Sua travessura era evidente na maneira como ria.

— Esse patife fez você fazer isso também.

— O quê?

Garam sentou-se ao lado de Wooyeon, mostrando-lhe a ficha. Seus feromônios intensificados fizeram tudo incrivelmente estranho; No entanto, Wooyeon também estava curioso sobre o que Garam tinha a explicar.

— É sobre a motivação para se candidatar. Honestamente, a maioria das pessoas não consegue escrever bem, mesmo que gostem dos clássicos ingleses.

A ponta do dedo de Garam foi indicada para a parte da motivação. Era a seção que Wooyeon continha com uma caligrafia elegante há algum tempo. Ao contrário de sua caligrafia coreana desorganizada, a cursiva inglesa era organizada.

— Não há muitas coisas que as pessoas possam escrever em inglês. Romeu e Julieta, Hamlet e Os Miseráveis, certo?

— Os Miseráveis ​​não é um clássico inglês.

— Se você escrever no alfabeto inglês, está tudo bem.

Ouvindo em silêncio, Dohyun não conseguiu evitar uma risada vazia.

— Faz sentido.

Apesar das palavras murmuradas, Garam não lhe prestou atenção.

— Algumas pessoas vêm só para ver o rosto dele, sem nenhuma intenção de entrar no clube. É por isso que esta seção está aqui: para pelo menos nos deixarmos procurar o nível mínimo de sinceridade.

O rosto de Wooyeon mudou sutilmente. Garam, sentado ao lado dele, piscou seus olhos estendidos ao vê-lo franzir as sobrancelhas e morder os lábios. Logo, ela sussurrou com uma voz expectante:
— Você está azarado, não é?

– Sim.

— …..

Dessa vez, nem Dohyun conseguiu dizer nada. Evite contato visual discretamente parecia um pouco estranho. Após uma curta pausa, Dohyun saiu com uma desculpa:
— Não fui eu quem adicionou essa seção. Ela já estava lá quando terminei meu serviço militar.

— Quem começou, então?

Se apareceu enquanto Dohyun estava no exército, não foi uma condição criada originalmente para atacá-lo. Certamente, os veteranos não previram o futuro, e devem ter encontrado alguém antes de Dohyun que se encontrava em tal condição.

— Essa é uma excelente pergunta.

Garam tomou a iniciativa de explicar novamente. Tirando os protetores de ouvido e tentando colocá-los na mesa, ela trocou olhares entre Wooyeon e os protetores. Então ela divertidamente curtou a distância.

— Wooyeon, isso é fofo. Ele vira um macarrão quando você dobra?

— Ah, sim…

Wooyeon respondeu cautelosamente. De alguma forma, seus sentidos instintivos enviaram um sinal bastante sinistro. No entanto, Garam aproveitou a oportunidade e colocou os protetores de ouvido nele.

— …..

O rosto de Wooyeon se contorceu em uma careta. Queria tirá-los imediatamente, mas não consegui, pois fez contato visual com Dohyun. Enquanto isso, Garam bateu palmas e riu alegremente.

— Uau, que adorável! Ei, até você acha fofo, né?

Dohyun, que o encarava fixamente, irradiava levemente. Quase imediatamente, o rosto de Wooyeon ficou vermelho.

—Isso mesmo.

— …..

Wooyeon tirou os protetores de ouvido à força e cobriu as orelhas. Embora fingisse ser inexpressivo, seu rosto já estava vermelho como um tomate bem maduro. Garam habilmente escolheu os protetores de ouvidos jogados.

— Por que tirar? Fique bem em você.

— … Eu não quero entrar para esse clube.

— Ah, vamos lá, estou só brincando.

Mesmo que fosse sincero, ele não deveria dizer aquelas palavras. Seu coração palpitante aquieta seu corpo inteiro. Talvez pensando que ele estava com raiva, Garam engoliu sua risada e estendeu a mão.

— De qualquer forma, nosso clube tem uma lenda.

— …O que é?

Wooyeon disse com uma expressão vazia, ajeitando o cabelo. Só agora ele viu o quão quente a sala estava. O ar estava abafado e parecia que o calor estava aumentando gradativamente.

— Foi há exatamente quatro anos.

Um tom sério marcou o início da história. Wooyeon conheceu Dohyun há quatro anos, e a lenda do clube também começou há quatro anos. Parecia que aquele ano estava bastante agitado.

— Foi uma época em que o número de pessoas em nosso clube de Clássicos Ingleses era inferior a dez.

Garam falou como se fosse uma heroína solene recontando uma lenda. Embora Dohyun tenha provocado dizendo “Você nem estava no nosso clube naquela época”, ela o ignorou, continuando:
— O veterano que era presidente na época trouxe um salvador para o nosso clube em dificuldades.

Por algum motivo, Dohyun franziu um testamento em confiança. Garam revelou e até inclinou a cabeça, enfatizando a história. Abaixando a voz, falou mais sério do que nunca:

— Esse salvador não foi outro senão o “Deus da Administração”.

— …..

O rosto de Wooyeon se contorceu sem nenhuma piedade. Era uma expressão mais severa do que quando os protetores de ouvido foram colocados nele. Administração… o quê? Gentilmente, Dohyun acrescentou uma explicação para ele:
— Seu apelido era “Deus da Administração”.

—… Sério?

Wooyeon se sentindo arrepiado. Que tipo de apelido cafona era esse? Apesar do calor, calafrios percorreram sua espinha. Quando ele fez uma careta como se estivesse mastigando algo ruim e esfregou o braço, Garam riu, mostrando os dentes.

— Mas não é brincadeira. Ele realmente parecia um deus. Wooyeon, você tem que vê-lo pessoalmente. Dizem que a luz literalmente brilha no rosto dele.

— Como pode a luz brilhar em um rosto?

Dizer isso não era um absurdo, já que Wooyeon planejou em Dohyun. Pensando bem, durante o pico de suas sessões de tutoria, ele não conseguia olhar direito para o rosto dele. Houve uma vez em que ele riu tanto que a luz parecia realmente irradiar de seu semblante.

– É verdade. Peça uma foto ao seu assistente de ensino na próxima vez.

— Assistente de ensino?

— É porque eles estão namorando.

Parecia que o dono dos feromônios que envolvia o assistente era esse “Deus da Administração” da história. O anel no dedo dele provavelmente era um anel de compromisso.

— De qualquer forma, quando aquele veterano chegou, todos enviaram suas inscrições para o clube como loucos. Mas como ele não participou, todos saíram às pressas. Foi quando veio a nos dizer para escrever os títulos na seção de motivação, para filtrar as pessoas. Eu entrei naquela época também.

Garam mencionou para si mesma com uma cara tímida. Mas ela não foi a que saiu com pressa; ela ficou no clube.

— Kim Dohyun não estava aqui naquela época, mas depois ele recebeu alta…

Garam, que estava no meio de uma conversa, inclinou a cabeça. Depois de mais algumas inclinações, ela sutilmente enrijeceu o rosto. De repente, sua voz baixou para um tom sombrio.

— Uau.

— Sim?

— Será que você…

Wooyeon franziu o rosto ao sentir o olhar feroz. Cada piscada dela parecia se divulgar com um desejo oculto. Algo de repente passou por sua mente.

– Opá.

Ele esqueceu de controlar seus feromônios. De alguma forma, Wooyeon estava emitindo feromônios sem querer. Feromônios ômega encheram a sala e, posteriormente, ele descobriu que a ocorrência de Garam foi, sem dúvida, causada por ele.

— Um momento.

Wooyeon calmamente disse a mão. Como era difícil lidar com ela sentada, ele pretendia criar um pouco mais de distância. No entanto, Garam, já cativado pelos seus instintos, não escolheu as suas palavras. De repente, seu pulso foi agarrado, e os fortes feromônios alfa de Dohyunam dominaram Wooyeon.

— Você é um ômega…

Estrondo!

Um barulho alto cortou o ar entre eles. Assustado, Wooyeon virou a cabeça e viu a expressão severa de Dohyun. Dohyun, que havia se debruçado sobre a mesa, abriu a boca enquanto ainda o segurava com firmeza.

— Ei!

Wooyeon ponderou brevemente sobre quem aquelas palavras eram direcionadas. Como o olhar de Dohyun não estava em Wooyeon ou Garam, mas no pulso seguro, ele finalmente conseguiu. Os olhos silenciosamente focados eram precisos em Garam.

— Abra uma janela.

—…Ah.

Garam de repente voltou à realidade e se declarou.

Quando ela abriu a janela, uma lufada de ar frio entrou. Dohyun, ainda um tanto perplexo, falou gentilmente com Wooyeon, que agora estava quieto:
— Está frio. Veja alguma coisa.

Seon Wooyeon vestiu seu casaco como se estivesse possuído. Quando Dohyun perguntou se ele deveria dar seu casaco, Wooyeon aceitou sem dizer uma palavra e até se cobriu com ele. Ele pode ter sentido os feromônios dele, mas seu rosto indiferente era distintamente diferente do de Garam.

— Isso acontece com frequência? — Uma voz gentil disse a Wooyeon. O tom gentilmente descontraído era terno, como se estivesse lidando com uma criança. Talvez fosse um esforço intencional para não assustar Wooyeon.

— Por que você disse isso? — Wooyeon respondeu sem baixar a guarda. Dohyun, que piscou os olhos algumas vezes como se estivesse escolhendo as palavras, acrescentou em um tom calmo:
— Você parece acostumado com isso.

— …..

Isso era verdade.

Depois que Wooyeon se apresentou, ele passou por tais incidentes várias vezes. Na escola e nas ruas. Essa característica insignificante de ser mega-oportunista ou incomodava.

— É o quão dominantes os ômegas são.

Proporcionalmente, alfas e ômegas compõem menos de **30%** da população total. Entre eles, os dominantes nasceram com uma probabilidade tão baixa que poderia ser contada com uma mão. O fato de haver duas dominantes no mesmo lugar era, de certa forma, um milagre.

Embora as chances de encontrar um alfa fosse baixo, Wooyeon sempre tomava precauções com os feromônios. Sendo um ômega dominante, ele não conseguia controlar seus feromônios facilmente, mas ele os suprimia o máximo possível. Normalmente, ele os esconde apenas o máximo que os ômegas comuns faziam, e quando estava com alfas, ele era ainda mais cauteloso. Sim, era definitivamente assim.

— Hoje cometi um erro…

Originalmente, a sala do clube não deveria estar cheia de feromônios. Mesmo que ele não tenha reagisse a Dohyun, ele não poderia baixar a guarda sem um plano. Apesar de estar em um espaço confinado com dois alfas (um dos q uais era dominante), ele foi muito descuidado, embora devesse ter sido mais cauteloso.

— Não é algo que acontece com frequência.

Wooyeon estava despreocupadamente. Ele não quis mencionar memórias baratas em um lugar como esse. Dohyun, estreitando os olhos, calmamente chamou Garam sem dizer uma palavra.

— Ei, se você recuperou os sentidos, venha se desculpar.

Ao ouvir isso, Garam se adaptou rapidamente. Os feromônios que estavam surgindo em todos os lugares foram enviados para o ar livre antes disso. Ela abaixou a cabeça com um olhar envergonhado e falou sem fazer contato visual.

— Cometi um erro hoje e…

— Peça desculpas sem dar desculpas.

—… Desculpe.

Wooyeon olhou para frente e para trás entre os dois com sentimentos mistos. Incidentes semelhantes aconteceram muitas vezes, mas esta foi a primeira vez que ele recebeu um pedido de desculpas da pessoa responsável. Uma terceira opção foi dada a Wooyeon, que estava hesitando sobre o que dizer:

— Você não precisa aceitar isso.

Dohyun não hesitou nem com a pessoa se desculpando na frente dele. Seu olhar para Wooyeon foi mais sério do que nunca.

— Ela é quem estava errada, então não há razão para você aceitar.

Em uma declaração de livro didático. Ironicamente, Garam parecia não ter objeção. Wooyeon franziu a testa ao ver Garam, que parecia ter desistido como um peixe morto.

— …Por que você está se desculpando?

Seus olhares se cruzaram. Dohyun olhou para Wooyeon, e ele olhou para Garam. A testa estreitamente representava os sentimentos de Wooyeon.

— Não, não é sobre isso…

Wooyeon murmurou com um tom nublado, balançando a cabeça. Seu cabelo brilhantemente tingido desgrenhou suavemente. Após uma breve hesitação, uma voz monótona fluiu:
— Você não precisa se desculpar.

O tom não era acusatório. Também não era um tom gentil. Garam arregalou os olhos para a voz monótona de sempre.

— Se eu não conseguir controlar meus feromônios na próxima vez, você vai se desculpar novamente pelo mesmo ocorrido?

Originalmente, Wooyeon pensou que os alfas não poderiam evitar. Ele não estava tentando entendê-los; ele estava ignorando. Como um ômega dominante e alguém que viveu entre alfas a vida inteira, ele não tinha nenhuma expectativa deles.

— Não fiquei realmente surpreso, e coisas assim acontecem muito, casualmente, então estou acostumado.

Mais precisamente, pode ser correto dizer que não houve nenhuma ocorrência em particular. Tinha que haver algum nível de imprevisibilidade para ser incômodo. Você não pode ficar bravo toda vez que estiver mordido por uma formiga. Além disso, Garam não poderia tocá-lo de nenhuma maneira.

— Por favor, não agarre meu pulso. Eu não gosto de ser tocado.

Wooyeon tinha uma expressão desconfortável dessa vez. Acima de tudo, esse fato parecia ser o mais perturbador. Garam, que estava lamentavelmente fazendo beicinho, respondeu fracamente:
— … Desculpe, serei mais cuidadoso da próxima vez.

Na realidade, Wooyeon não se importava. Garam rapidamente se recuperou da compostura e ela realmente não pretendia fazer nada com Wooyeon. Alcançar os feromônios alfas na frente dele era apenas um instinto.

Mas Wooyeon não queria ser generoso o suficiente para dizer que estava tudo bem. Ele poderia agir como se nada tivesse acontecido, mas não era leniente o suficiente para abraçá-la. Então, Wooyeon concluiu uma conversa se levantando do seu assento.

— Eu escrevi o requisito, então vou dar uma olhada.

Ele colocou o casaco que estava usando ao lado dele. Parecia que ele havia mencionado algo sobre isso antes, mas não havia nada visivelmente confirmado. Bem, se houver algum problema, ele o ficará feliz mais tarde. Com esse pensamento, era hora de pegar sua bolsa e jaqueta acolchoada.

— Por que de novo?

Depois de verificar seu celular em breve, Dohyun de alguma forma tomará posse do “refém” de antes. A bolsa que Wooyeon havia deixado para trás foi descoberta mais uma vez foi suspensa no ombro de Dohyun. Carregando o casaco na outra mão, Dohyun assumiu despreocupadamente a liderança:
— Vamos.

Eles seguiram em direção ao estacionamento em um canto do campus. Wooyeon, que tinha seguido Dohyun para resgatar o refém, ficou um tanto sem jeito na frente do banco de trás. Dohyun, que estava colocando a bolsa no banco de trás e entrando no banco do motorista, abriu a porta do carro e disse despreocupadamente:
— Você não vem?

— Para onde estamos indo?

— Temos que almoçar.

O Tom de Dohyun era como se Wooyeon estivesse fazendo uma pergunta tão óbvia. Wooyeon perdeu as palavras momentaneamente e gaguejou. Enquanto isso, Dohyun, que se movia passo a passo, abriu a porta do passageiro.

– Entre. Prometi comprar algo delicioso para você.

Ele pensou que era uma promessa que tinha sido cumprida naturalmente. Originalmente era unilateral, e Wooyeon não foi comprado. Talvez ele estivesse tentando fazer amizade com Garam depois do que aconteceu na sala do clube. Mesmo entrando no carro, ele se sentiu estranho.

— Sua casa é longe daqui?

— Não, está perto.

Mas por que ele trouxe o carro, ele não podia perguntar. No momento em que Wooyeon percebeu que o carro estava cheio de feromônios, Dohyun de repente se inclinou para frente. Wooyeon enrijeceu quando Dohyun se mudou.

— …..

O olhar que encontrou o dele invejoso um arrepio pela espinha de Wooyeon. Quando ele não conseguia respirar e seus olhos se arregalaram, Dohyun parou de se mover. Ele, percebendo seu rosto estranho, evitou seus olhos e se distanciou novamente.

— Abra o cinto de segurança.

Só então Wooyeon descobriu que Dohyun pretendia manter o cinto de segurança. Seu coração, batendo como um tambor, coloriu seu rosto de vermelho. Dohyun ligou o motor como se nada tivesse acontecido e abriu uma janela até a metade.

— Se estiver frio, ligue o aquecedor.

De que adiantava ligar o aquecedor nesse estado? Claro, se ele não tivesse feito isso, ele não teria conseguido o resfriamento do calor em seu rosto.

— Você tem alguma coisa que não pode comer?

— Não…

Wooyeon agarrou o cinto de segurança firmemente. O vento que entrava pela janela fazia cócegas em sua bochecha. Mesmo que fosse um pouco frio, era melhor do que ser pego nesse estado.

— O que você não vem?

— Não tenho nenhuma restrição.

— Eu deveria fazer perguntas com várias escolhas então.

Dohyun, que respondeu com um sorriso gentil, virou o volante. Ele manteve o olhar fixo à frente e falou suavemente:
— Escolha: ocidental, coreano, japonês ou fast food.

Ele era de fato um “instrutor de direção”. Era uma visão que Wooyeon nunca tinha visto antes e pensou que nunca mais veria. Sentado ereto, olhando para frente, ele tinha um charme diferente de quando resolver problemas.

—Ocidental.

Até seu perfil lateral parecia bonito sem motivo aparente.

— Então macarrão, carne ou arroz?

— Carne?

— Carne de porco, carne bovina ou frango?

— Não posso comer frango.

— Então há algo que você não pode comer.

Seus olhos gentis se curvaram bem. Talvez fosse porque Wooyeon estava olhando para a vista lateral de Dohyun, mas ele notou que seus escolhidos eram bem longos. Tap, tap, ele bateu no volante novamente e cantou o canto da boca:
— Você quer comer carne?

Ele parecia divertidamente feliz. Era apenas uma pergunta e resposta simples, mas por que parecia tão emocionante? Talvez fosse por causa do seu humor, mas o sorriso que ele mostrava agora não parecia ser pretensioso.

— Eu não como coisas baratas.

Wooyeon respondeu provocativamente. Apesar da resposta que poderia estar bem infeliz, Dohyun riu de bom humor.

— Veja, há coisas que você não vem.

Seja há quatro anos, quando ele recebeu aulas particulares, ou agora, quando ele era apenas um júnior, a gentileza de Dohyun não havia mudado. Seu calor era, sem dúvida, direcionado a todos.

— Se não é barato, então é bom, certo?!

Wooyeon não respondeu, mas Dohyun virou o carro de acordo. As paisagens que passam rapidamente deixam o passado para trás.

↫─⚝─↬

No final das contas, Wooyeon ficou bastante satisfeito com a refeição. O bife Salisbury com molho quente e salada fresca foi surpreendentemente delicioso, mesmo para alguém com um paladar exigente como o dele. Embora não fosse mentira que ele não fosse algo barato, havia uma razão pela qual Dohyun demonstrava confiança.

— … Obrigado pela refeição.

Parecia que mesmo que o preço não fosse alto, ainda poderia ser delicioso. Wooyeon aprendeu mais um fato novo. Ele pensou que Dohyun, que calculou o preço meticulosamente, ficou surpreso ao ouvir que não era caro.

— Da próxima vez, experimente outra coisa. Tudo no menu aqui é delicioso.

“Parecia um convite para nos encontrarmos numa próxima vez, ou foi apenas um mal-entendido?”

Wooyeon hesitou, abstendo-se de perguntar se Dohyun frequentava o lugar. O exterior limpo e o interior bem projetado, sem dúvida, fez com que parecesse um local de encontros para qualquer um.

— Você veio aqui com sua amante?

— Tanto faz.

Mudando de assunto, a resposta de Dohyun não tinha substância. Habilmente evitando uma pergunta, Dohyun gentilmente abriu a porta. Desta vez também, ele estava sendo gentil.

“Ele parece ter muita experiência em relacionamentos.”

Mesmo sem isso, Dohyun cuidou de Wooyeon meticulosamente durante a refeição. Inserir um canudo na bebida, empurrar a comida para frente, gentilmente limpar o molho derramado —essas eram ações que um guardião poderia fazer por uma criança, mas não eram muito diferentes de como alguém trataria um namorado.

Dizem que se você tem uma dupla dupla de apenas um lado, você é um playboy. Ele deve ser popular e bonito. Wooyeon não poderia deixar de pensar que Dohyun tinha um passado imensamente vasto e desconhecido. Então, talvez, seja por isso que ele tentou fechar o cinto de segurança antes.

— Agora tenho que ir para a faculdade…

Foi o momento em que Wooyeon, sentindo-se irritado até mesmo, estava prestes a dizer que tinha que ir para a universidade. Em meio à ascensão crescente, uma sugestão casual surgiu:
— Você quer sobremesa?

Ele pensou em dizer não. Wooyeon não tinha intenção de comer sobremesa depois disso. No entanto, a explicação que se seguiu persuadiu Wooyeon gentilmente:
— Tem uma loja de sobremesas aqui perto, e dizem que o bolo de morango de lá é delicioso. Não é muito doce, e tem muitos morangos.
O canto levantado de sua boca era tentador.

— Também não é barato.

Essa observação adicional carregava um tom brincalhão. Wooyeon, com as bochechas levemente coradas, discretamente desviou o olhar:
— … Eu vou querer um pouco.

O café era perto o suficiente para ir a pé. Depois de estacionar o carro e chegar à loja, os dois hesitaram enquanto olhavam para os bolos expostos. Bem, era mais preciso dizer que Wooyeon hesitou sozinho.

— …..

De chocolate, morango e queijo a um bolo deslumbrante com ingredientes desconhecidos, os olhos de Wooyeon examinaram toda a exposição. Embora ele se sentisse desconfortável com esta loja não verificada, a visão era tão rara que ele não conseguiu deixar de ficar cativado.

— Então, hum…

— Você pode escolher o que quiser comer.

Mesmo com as palavras que soavam como um salvador, Wooyeon não conseguia se sentir feliz. Por algum motivo, sua cabeça redonda parecia um pouco mal-humorada.

— Se eu comer tudo, vou ganhar peso.

Durante o ensino médio, o prejuízo por ele se juntar às fileiras d a obesidade não era outra essas senão malditas sobremesas. Naquela idade, ele não podia beber álcool ou fumar, então a única maneira de aliviar o estresse era por meio de “comida doce”. Naturalmente, o resultado disso foi ganhar peso. Seu peso gradualmente aumentou o pico quando ele fez dezasseis anos.

—Peso?

Dohyun olhou para Wooyeon com uma expressão confusa. Embora ele tivesse um rosto que parecia ouvir tudo, Wooyeon, que estava absorto no bolo, na verdade não ouviu. Seu rosto, pequeno o suficiente para ser coberto com uma mão, parecia mais sério do que nunca.
— Então escolha três. Podemos levá-los.

À sugestão casual de Dohyun, o rosto de Wooyeon se ilumina. Ele estava pensando que dois bolos eram demais, mas se os dois comessem três, seriam 1,5 cada. Parecia uma quantidade razoavelmente consciente.

— Posso escolher três?

Woo encarou Doh sem perceber o quão desesperado ele parecia. Dohyun, que pegou tudo sem demonstração em seu rosto, caiu na gargalhada ao ver Wooyeon, que estava olhando seriamente para os bolos.

— Você pode até comer quatro se quiser.

Seus olhos levemente curvados eram gentis. A maneira como ele segurava a mão e cobria a boca era vergonhosamente delicada. Wooyeon arregalou os olhos e indicado para a tela, gesticulando em direção a este e aquele. Mesmo com aquela ordem ambígua de “aquele, aquele e aquele”, Dohyun entendeu perfeitamente como se fosse sua segunda natureza.

O café tinha uma estrutura onde você escolheu bolos no primeiro andar e subia para o segundo andar para comer. Eles esperaram as bebidas e os bolos sendo servidos e então retornaram um canto no segundo andar. As janelas espaçosas em todos os lados pareciam até o canto não parecer muito apertado.

—Bom apetite.

Woo atacou alegremente o bolo com um pequeno garfo. Ele hesitou por um momento ao tocar o morango em cima do chantilly, mas quando Dohyun não disse nada, Wooyeon prontamente o pegou e comeu. Dohyun também ofereceu a Wooyeon os chocolates decorados e as cerejas de outros bolos sem dizer uma palavra.

— Você é o melhor do que uma refeição.

Sua voz expressou-se com espanto genuíno. Dohyun, com a ponta do canudo na boca, empurrou os bolos na direção a Wooyeon. O cheesecake com migalhas de biscoito e o rico crepe de chocolate tão doces que só de olhar para eles poderiam fazer sua língua derreter.

— Não é muito doce?

— É doce.

Wooyeon respondeu com um sorriso brilhante e deu um gole na bebida. Para alguém que dizia que era doce, a bebida que ele comprou era uma limonada adocicada. Ele explicou que gosta de beber coisas doces com um crepe doce habilmente enrolado.

— Você não vai comer?

— Estou comendo.

Era mentira. Olhando por perto, ele tinha acabado de dar uma pequena mordida e imediatamente largou o garfo. Apesar de observá-lo cuidadosamente, ficou claro que ele só estava bebendo café, sem xarope, desde mais cedo.

— Devo comprar outro?

— Não, já chega.

— E chocolate?

— …..

Wooyeon piscou reflexivamente. Chocolate não era o pico mais alto de doce para ele? Embora ele estivesse atualmente se deliciando com bolos e guloseimas doces, o pensamento de outro doce cruzou sua mente. Não fez nem 30 minutos que ele não quisesse ganhar peso, mas sua força de vontade vacilou como uma fita esvoaçante.

— Eles vendem chocolates artesanais aqui. Um cara como você, que não seja coisas baratas, certamente vai gostar deles.

— Isso foi uma piada.

— Vou fingir que foi.

Dohyun, que respondeu levemente, clamou-se de seu assento. Ele vasculhou seu casaco, tirou sua carteira e então desceu as escadas após dizer a Wooyeon para continuar comendo. Observando Dohyun se afastar, Wooyeon abaixou seu garfo levemente.

— …Por que você está sendo tão legal comigo?

Pensando bem, Dohyun já havia comprado chocolates para ele antes. Foi na época dos exames finais. Quando ele se gabou de suas notas de inglês melhoradas, Dohyun comprou chocolates, prometendo comprar mais se ele se saísse bem no próximo exame.

“Mas esse foi o fim da história.”

Foi um período muito curto. A estação só mudou sua vez, e não choveu por dez dias. Em menos de meio ano, Wooyeon se apaixonou profundamente por ele. A sensação estranha de passar um dia com o professor agora parecia estranhamente irreal.

— Por que você não está comendo?

Dohyun retornou ao segundo andar pouco depois. Olhando para o bolo emocionado, ele parecia confuso enquanto se sentava na frente de Woo e lhe oferecia os chocolates. Wooyeon sentiu vontade de chorar assim que viu os chocolates que Dohyun entregou.

— Pegue e coma.

Estava embrulhado em uma fita branca. Dentro do pequeno saco plástico havia vários chocolates redondos, e no meio, havia um adesivo com o nome do café. Sem perguntar, ele sabia quem era o “garoto que não vem coisas baratas”.

— Eu pensei… que iríamos comprá-los individualmente.

Wooyeon murmurou enquanto brincava com o saco plástico. Ocasionalmente, traços do passado e um sentimento indescritível surgiram durante seus encontros. Parecia acolhedor, amargo, triste e vazio. Até mesmo a sensação de farfalhar do plástico parecia estranhamente estranha.

— Eles não os vendem individualmente.

Ele pensou que poderia esquecer. Ele acreditou que tudo ficaria bem e decidiu ficar satisfeito com esse relacionamento casual. Mas parecia que todos os seus desejos eram, no final das contas, apenas arrogantes.

“Eu deveria dizer obrigado.”

Parecia que havia um nó de pedras em sua garganta. Wooyeon controlou suas emoções sufocadas, engoliu mais algumas vezes e conseguiu sorrir.
— Obrigado. Vou aproveitar.

↫─⚝─↬

Os dois passaram um bom tempo no café. Eles trocaram conversas triviais e receberam conselhos sobre a vida universitária. Até aprendi sobre clubes. Apesar de ainda faltarem duas horas para a palestra, eles foram até um fliperama para se divertir.

— Fazer uma pausa é realmente ótimo.

Durante esse tempo, Wooyeon tentou o seu melhor para não emitir feromônios. Ele abriu uma janela antes de Dohyun enquanto estava sentado no banco do passageiro e nem olhou para o banco do motorista. Apesar de seu acontecimento visivelmente irritado, Dohyun, aparentemente alheio, iniciou uma conversa despreocupadamente.

— Como você planeja lidar com isso?

Na verdade, como ele poderia lidar com isso? Como ele poderia reavivar emoções que foram rejeitadas?

— Só… vou tentar explicar aos professores o máximo possível.

Com apenas um chocolate, ele concordou como se tivesse visto no tempo. As emoções que sentiram naquele momento ressurgiram vividamente em seu peito. Wooyeon gostou do professor, caiu nesses gestos, recebeu conforto e ficou magoado tanto quanto recebeu conforto. No entanto, aqui estavam eles, sentados lado a lado no mesmo carro.

— Já que há aulas na segunda-feira, talvez eu deva procurá-las lá. Se não der certo…

— Cairá fora?

— É…

Wooyeon suspirou tristemente. Enquanto ele enterrava o rosto nas mãos e encolha os ombros, ele sentia um olhar sobre si. Se ele ouviu, ele teria apenas treinado nos Estados Unidos, seguindo os conselhos de Daniel. Agora, ele estava se arrependendo de não ter ouvido as palavras dele.

– Zumbir…

Dohyun falou finalmente e parou o carro na frente de um índice. O semáforo logo ficou vermelho com um som de bipe. Dohyun virou a cabeça progressiva, apoiando o pulso no volante.

— Posso te ajudar um pouco.

— Como?

Wooyeon disse sem muita expectativa. Ele não perdeu que um mero aluno do terceiro ano, nem mesmo um assistente de ensino, poderia ajudar. No entanto, enquanto ele mudava de assunto, Dohyun casualmente disse.

— Sou amigo de alguns professores.

Certamente, aquele assistente de ensino havia dito algo parecido. Dohyun, estando no topo de sua série, seria útil em exames. Lembrando-se desse fato, Wooyeon arregalou os olhos e se virou para olhar para Dohyun.

— Mesmo que eu não possa ajudar diretamente, posso pelo menos me juntar a você e perguntar.

— …..
— Bem… mas não posso garantir que será eficaz.

Seus lábios se curvaram levemente. Suas duas duplas piscaram. Em vez de uma resposta imediata, Wooyeon com uma voz inquieta, confirmada.

— Você está fazendo isso por causa do que aconteceu antes?

— O que aconteceu?

— Na sala do clube…

— Ah… — Dohyun respondeu com um tom calmo.

— Isso é algo que Moon Garam vai lidar, não eu.

Foi uma resposta firme. Wooyeon, que perdeu brevemente as palavras, mencionou o tópico que inicialmente pretendi discutir.

— Achei que você estava tentando ajudá-la.

— Por que eu faria isso?

Ele se sentiu um pouco aliviado. Se Dohyun tivesse mencionado o incidente anterior, ele teria se sentido mais desconfortável. Foi uma espécie que ele não teve que ser lembrado mais uma vez que Dohyun era um alfa.

— … Você pode me ajudar com minha agenda?

Com um sentimento de agarrar-se a palhas, Wooyeon fez o pedido. Deixando de lado o desconforto, ele precisará encontrar uma maneira de frequentar uma universidade de alguma forma. Para conseguir o que Wooyeon queria, ele tinha que completar quatro anos com sucesso.
— Eu te pago uma refeição… não é algo barato.

— Não é algo barato?

Dohyun riu despreocupadamente e girou o volante. À distância, seu destino, o portão da faculdade, surgiu à sua vista.

— Venha para a sala do clube depois das suas aulas na segunda-feira. Eu estarei lá de manhã, então se você tiver aula de manhã, pule e venha.
Wooyeon, concordando, pegou seu celular. Eram 16:40. Graças a Dohyun, o vasto intervalo entre as aulas passou num piscar de olhos.

— Quando… é sua próxima aula, veterano?

Só agora Wooyeon se preocupou com a outra palestra de Dohyun. Já fiz cinco horas desde que a aula da manhã havia terminado, e Dohyun nunca informou ir a outra palestra.

— Minha?

Essa aula também poderia se sobrepor? Dohyun convidou gentilmente para Wooyeon, que estava entretendo o pensamento sem nenhuma esperança.

— É na quarta-feira às 11.

— Sério?

O carro passou pelo portão principal e seguido em direção ao prédio de Humanidades. Sem perguntar onde deixá-lo, Dohyun seguiu em direção ao prédio que Woo precisa ir.

— Eu tenho um tempo livre à tarde. Tentei ter uma folga de dois dias agendando tudo na terça e quinta, mas só tenho uma aula online na terça.
O carro parou silenciosamente. Wooyeon olhou para Dohyun com uma expressão tola. Com um baque, Dohyun abriu a porta do carro e até desfivelou o cinto de segurança de Wooyeon.

— Vejo você na segunda-feira.

Wooyeon saiu do carro sem dizer uma palavra. O carro, partindo sem nenhum traço de sentimentos persistentes, gradualmente desaparecido de sua vista.
Foi uma partida lenta, reminiscente do fim do inverno partindo para um ritmo suave.

↫─☫ Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

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